Somos Elegantes?

Recebi este texto por e-mail, que mostra mais uma vez, que esbarramos em valores sociais, e que a vida do dia a dia tem nos obrigado a esquecer ou des-usar valores importantes tais como respeito, simplicidade, cordialidade, que neste texto está condensado na palavra elegância.
Espero que gostem,
Rute Moabita

"A direção na qual a educação
inicia um homem irá
determinar sua vida futura."
Platão

Elegância
— Toulouse Lautrec

Existe
uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais
rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto
dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de
uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã
até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não
há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância
desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que
criticam.

Nas pessoas que escutam. E quando falam, não ficam a julgar
sentindo-se o "dono da verdade".

É possível detectá-la nas pessoas que
não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.

Nas pessoas
que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os
outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Em pessoas
que sabem que os mais velhos, muitas vezes, são rabujentos e mesmo assim o
tratam com a deferência que merecem.

Elegante é quem demonstra
interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas
festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à
secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está
ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante não
ficar espaçoso demais.

É elegante você fazer algo por alguém e este
alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer…

É
elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.

É muito
elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante
retribuir carinho e solidariedade.

É elegante o silêncio, diante de uma
rejeição….

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância
do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do
mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

É elegante a gentileza;
atitudes gentis falam mais que mil imagens…

Abrir a porta para alguém?
É muito elegante.

Dar o lugar para alguém sentar? É muito
elegante.

Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a
alma…

Oferecer ajuda? Muito elegante.

Olhar nos olhos ao
conversar? Essencialmente elegante.

Pode-se tentar capturar esta
delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A
saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver , que independe de status
social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo
não tem que ter estas frescuras". Se os amigos não merecem uma certa
cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.

Educação enferruja
por falta de uso. E, detalhe: não é
frescura.

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