Arquivo | junho 2009

Obesidade Mental

Obesidade
mental

 O prof.
Andrew Oitke, catedrático de Antropologia em Harvard, publicou em 2001 o seu
polêmico livro “Mental Obesity”, que revolucionou os campos da educação,
jornalismo e relações sociais em geral.

Nessa
obra introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior
problema da sociedade moderna.


apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de
gordura física  decorrente de uma alimentação desregrada.  É hora de refletir
sobre os nossos abusos no campo da informação e do conhecimento, que parecem
estar dando origem a problemas tão ou mais sérios do que a barriga proeminente.
"

Segundo
o autor,  "a nossa sociedade está mais sobrecarregada de preconceitos do que de
proteínas;  e mais intoxicada de lugares-comuns do que de hidratos de
carbono.

As
pessoas se viciaram em estereótipos, em juízos apressados, em ensinamentos
tacanhos e  em condenações precipitadas.

Todos
têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. "

"Os
‘cozinheiros’ desta magna “fast food” intelectual são os jornalistas, os
articulistas, os editorialistas,  os  romancistas, os falsos filósofos, os
autores de telenovelas e mais uma infinidade de outros  chamados ‘profissionais
da informação’".

"Os
telejornais e telenovelas estão se transformando nos hamburgers do espírito. As
revistas de variedades e os livros de venda fácil são os “donuts” da imaginação.
Os filmes se transformaram na pizza da sensatez."

"O
problema central está na família e na escola. "

"Qualquer pai responsável sabe que
os seus filhos ficarão doentes se abusarem dos doces e chocolates. Não se
entende, então, como  aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por
desenhos animados, por videojogos que se aperfeiçoam em estimular a violência e
por telenovelas que exploram, desmesuradamente, a sexualidade, estimulando, cada
vez com maior ênfase,  a  desagregação familiar, o homossexualismo, a
permissividade e, não raro, a promiscuidade.

Com uma
‘alimentação  intelectual’ tão carregada de adrenalina, romance, violência e
emoção, é possível supor  que esses jovens jamais conseguirão viver uma vida
saudável e regular".

Um dos
capítulos mais polêmicos e contundentes da obra, intitulado "Os abutres",
afirma:

"O
jornalista alimenta-se, hoje,  quase que exclusivamente de cadáveres de
reputações, de detritos de escândalos, e de restos mortais das realizações
humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e
manipular."

O texto
descreve como os "jornalistas e comunicadores em geral se desinteressam da
realidade  fervilhante, para se centrarem apenas no  lado polêmico e
chocante".

"Só a
parte morta e apodrecida ou distorcida da realidade é que chega aos
jornais."

"O
conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. 

Todos 
sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi
Kennedy.

Todos 
dizem que a Capela Sistina tem teto, mas ninguém suspeita para quê ela
serve.

Todos
acham mais cômodo acreditar que Saddam é o mau e Mandella é o bom, mas ninguém
se preocupa em  questionar o que  lhes é empurrado goela abaixo como
"informação".

Todos
conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um
“cateto.”

Prossegue o
autor:

"Não
admira que, no meio da prosperidade e da abundância, as grandes realizações do
espírito humano estejam em decadência.

A
família é  contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura 
banalizou-se e  o folclore virou "mico". A arte é fútil, paradoxal ou 
doentia.

Floresce, entretanto,  a
pornografia, o cabotinismo (aquele que se elogia), a imitação, a sensaboria (sem
sabor) e o egoísmo.

Não se
trata nem de uma era em  decadência, nem de uma ‘idade das trevas’ e nem do fim 
da civilização, como tantos apregoam. "

"Trata-
se, na realidade, de uma questão de obesidade que vem sendo induzida,
sutilmente,  no espírito e na mente humana. O homem moderno está adiposo no
raciocínio, nos gostos e nos sentimentos.

O mundo
não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta
mental."

 

                              
(Autor desconhecido)

 

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Inversão de Valores

INVERSÃO DE VALORES- CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE (VERÍDICO)
 
 
Assunto: Inversão de valores

Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP, após noticiário na tv:
De mãe para mãe...

Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão
contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM
em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
Vi você
se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e
das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes
decorrentes daquela transferência.
Vi também toda a cobertura que a mídia deu
para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma
situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades
de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc…
Eu também sou mãe e, assim, bem
posso compreender o seu protesto.
Quero com ele fazer coro.
Enorme é a
distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas
são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.
Com muito
sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados,
para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Felizmente conto
com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de
amigo e conselheiro espiritual.
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele
jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo locadora, onde
ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No
próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no
seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde
túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo…
Ah! Ia me esquecendo: e
também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu? que eu
estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última
rebelião da Febem.
No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum
representante destas ‘Entidades’ que tanto lhe confortam, para me dar uma
palavra de conforto, e talvez me indicar ‘Os meus direitos’ !’

Faça circular este manifesto! Talvez a gente consiga
acabar com esta inversão de valores (falta de vergonha na cara) que assola o
Brasil.

Direitos
humanos, são para humanos
direitos!!!