Arquivo | junho 2008

O Novo Milenio

Um ponto importante para consideração em futuros planejamentos, é que a Terra é um organismo vivo, exatamente como vocês e eu, e possui sua própria consciência. No futuro, ela desempenhará um papel crucial em nossa sobrevivência. Sem dúvida, ela está apreensiva sobre a capacidade potencial da humanidade para destruir sua soberania. Sua precedência na sobrevivência é grande, ou maior do que a nossa. Muitas vezes, nos últimos trinta e quatro anos, tenho advertido meus ouvintes de que o planeta ascenderá para a Quarta Dimensão, conosco ou sem nós. A escolha é nossa. Sem dúvida, sua soberania e segurança contra a insanidade do homem é um dado, pois sua destruição, com os subseqüentes resultados desastrosos para o resto da galáxia, poderia ser catastrófica.
A afirmação seguinte é, sem dúvida, a mais importante de todas. No Começo, no Agora, e no Fim, era e agora é, o Amor Incondicional. Ele é a suprema e não adulterada consciência e a essência do Criador. Aqueles que podem aceitar esta grande verdade sobreviverão pela eternidade, assim como Jesus.
No início, todos os pensamentos são amorfos, implorando a realização de que vocês são o arquiteto. Sejam cuidadosos e precisos em sua implementação. Não deixem pontas soltas; a instabilidade e o caos podem ser o resultado. Sejam generosos, criativos e corajosos em seus pensamentos. Mantenham o Amor, a Luz e o Equilíbrio como sua essência.

Até certo ponto, nós definimos algo do que pode ser esperado no futuro relativamente próximo, bem como as práticas que se realizam no Agora. Todavia, essas mudanças inovadoras todas contêm surpresas reformadoras do que está para vir. Estejam preparados.

Essas surpresas aplicam-se também igualmente àqueles que procuram nos cativar e controlar. É verdade que eles pareceriam ter um conhecimento e uma consciência de arcano maiores do que nós, as pessoas comuns e, é claro que eles tem um registro superior. Não obstante, eles também são vulneráveis e se tornarão cada vez mais, enquanto recuperamos nossa soberania e poder legítimos.

Em seu Handbook for the New Paradigm, George Green faz uma afirmação muito profunda. Parafraseando-o, diria que estamos tentando mudar o que está presente, em vez de desejar criar uma experiência inteiramente nova. Isso resume onde estamos atualmente e onde estivemos. Por nenhum esforço de imaginação fomos criativos, generosos ou suficientemente inovadores na conduta diária de nossa vida pessoal aqui na Terra. Fomos preguiçosos, relacionando as mudanças necessárias com a menor quantidade de esforço ou intento, escolhendo reformar ou modificar seu atual estado, em vez de buscar algo inteiramente novo. Ao seguir esses caminho complacente, nós posteriormente tornamo-nos vítimas, para grande alegria de nossos controladores.

Essa complacência, essa temeridade e falta de disposição para mudar as coisas que podemos mudar para a melhora do todo, é uma armadilha. No Agora e no Futuro, não podemos permitir que essas medíocres práticas e atitudes prevaleçam, pois quase certamente falharemos em nossa missão de vida e para a vida. Existe uma prece freqüentemente citada no mundo inteiro, que é, em alto grau, aplicável aqui:

"Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar; coragem, para modificar aquelas que posso, e sabedoria para distinguir umas das outras."

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A Síndrome do Pânico

A Síndrome do Pânico

 

A Síndrome do Pânico ocorre geralmente quando há uma descarga de substâncias que existe no sistema nervoso, e que em situações de estresse são produzidas em excesso, desencadeando sintomas físicos que por sua vez desencadeiam o medo. Pode-se dizer que a Síndrome do Pânico é uma forma atípica de doença depressiva.

 

Existe uma faixa etária predominante de 20 à 40 anos de ambos os sexos que desenvolvem a síndrome com maior frequência.


A Síndrome do Pânico é o conjunto de respostas físicas e emocionais à conteúdos internos que você não esclareceu ou simplesmente tem dúvida. Dessa forma, nos momentos de estresse, o indivíduo fica desequilibrado emocionalmente, dando espaço ao seu subconsciente. Por isso, mesmo que a pessoa não queira sentir os sintomas acaba sentindo, pois o impulso é inconsciente.

 

É comum a pessoa sentir que está em outro lugar, fora de si, com formigamentos, entre outros sintomas. Realmente, a pessoa não está ali.

 

Possuímos diversos veículos de manifestação além do corpo físico (corpo energético, emocional e mental). Essa sensação desagradável é do seu corpo emocional manifestado no corpo físico.

 

Sintomas Comuns

 

• Taquicardia;

• Sudorese;

• Falta de ar;

• Tremor;

• Fraqueza nas pernas;

• Ondas de calor e frio;

• Tontura;

• Pensamentos negativos;

• Medo de sentir medo;

• Dor ou desconforto torácico;

• Descentralização ou sensação de irrealidade;

• Entre outros.

 

Ao sentir os sintomas a pessoa passa a ter medo de sentí-los novamente, sendo que o medo enfraquece ainda mais a consciência do indivíduo.

 

É comum a pessoa evitar lugares e situações específicas, justamente para não sentir os sintomas.

 

Também podem surgir pensamentos depressivos tais como: "Sou estranho(a).", "Será que estou ficando louco?". Tais pensamentos podem colaborar ainda mais para sentimentos desagradáveis como: angústia, complexo de inferioridade, baixa auto estima, tristeza etc.

 

Tratamento

 

Existem tratamentos através de remédios que tem como objetivo eliminar os sintomas.

 

Como a Síndrome do Pânico não se limita só aos sintomas, aconselhamos a pessoa a procurar uma Terapia Transpessoal, onde é trabalhado a expansão da consciência e regressão de memória, justamente para resgatar a parte inconsciente que gera os sintomas.

 

O melhor tratamento é a Consciência. Quando enfrentamos de frente o que nos prende, passamos a desmascarar todo e qualquer tipo de impulso indesejado. Portanto, não adianta continuar sustentando a máscara, pois uma hora ou outra ela pode sufocar você.

 

Autor: Elaine Lilli Fong

Instituto União

Obstáculo

Obstáculo
 
 
Você só supera cada obstáculo, quando conseguir suplantá-lo. Você só vence seus demônios, sejam eles interiores ou exteriores, quando tiver coragem para defrontá-los sem medos ou incertezas, pois só assim conseguirá vencê-los. Se o demônio Choronzon é o caminho da discórdia, você enfrenta a discórdia em sua vida e coloca ela nos eixos, pois ninguém aguenta viver em completa desarmonia. Se ele é o caminho que escraviza o Ego no homem, alimentando-se de sua porção mais inferior, então chegou a hora de buscar em sua própria essência o caminho que leve você ao seu Ego Superior. Desapego, não é relaxo, e nem não se importar com nada na vida. Desap"ego" – como a própria palavra já insinua é estar livre da escravidão do Ego infeior. Atravessar o abismo para alcançar os louros da vitória sem humildade, e desapego, é o mesmo que assinar o pacto com a loucura e a insanidade. Matar o ego inferior, não é morrer parte de você, e sim deixar o comando para a melhor parte de seu ser. Ter desapego, não é ser pobre ou miserável. É conquistar e vencer sem precisar destruir o semelhante. Sem ser mesquinho. Sabendo valorizar todos aqueles que estão e sempre estiveram do seu lado, apoiando, vivenciando. Enfim, não há grandes mistérios, o ser humano complica a vida, quando deixa de aliar a lógica a sensibilidade ou percepções. Como diria o Samurai: "Eu não tenho vitórias nem derrotas, fiz da vontade e do prazer de lutar e aprender a minha vitória, e de minhas fraquezas a minha derrota.
 
Um Fraternal e Tríplice Abraço!
 

Khonx Om Pax!
Luz em extensão!
 
Fraternalmente;
Francisco Marengo
Frater Magister .’.’.’

Inveja

Manual prático da inveja

Enviado por: "Lakshmi"

Manual prático da inveja

Os sete pecados capitais foram listados pela Igreja Católica durante o Concílio de Trento (1545 a 1563), que tinha como objetivo combater o crescimento do protestantismo, criando um sistema que ajudasse os fiéis a memorizar os reais valores católicos. São chamados de capitais porque dão origem a todos os outros.
Marcela Tavares

Dentre os sete pecados capitais, a inveja talvez seja o mais comum…e o mais perigoso para os relacionamentos. 73% dos brasileiros já admitiram ter sentido inveja, segundo o Ibope. "A inveja nasce como um desejo de ter o que as pessoas ao seu lado têm, é um sentimento natural. Ele se transforma em inveja quando, em vez de querer algo, você quer evitar que o outro consiga qualquer coisa", explicou o rabino Nilton Bonder, autor de "A cabala dainveja".

De onde surge esse monstrinho verde?

Bonder explica que a inveja é construída em cima de raiva e frustração. "O invejoso se sente fracassado em determinadas áreas da vida e, para não sentir raiva de si mesmo, transfere esse ódio para o outro".

A inveja só aparece em grupos de pessoas que estão próximas, seja uma família ou um escritório. "Sentimos inveja de pessoas que estão ao nosso lado e que nos lembram de uma forma ou de outra que não estamos conseguindo atingir as nossas metas de vida. Logo, não há como sentir inveja de umacelebridade, por exemplo", explicou Bonder.

Para o psicólogo Carlos Byington, devemos ficar atentos à inveja porque ela nos indica uma vocação, um desejo reprimido. Ela só se torna maligna quando não nos esforçarmos para conseguir o que queremos.

"Se vangloriar de algo é uma tentativa de
se valorizar diante do outro e isso causa inveja".

A inveja é sempre igual?

Segundo Byington, existem três tipos de inveja. O primeiro deles é a inveja
autodestrutiva. "É quando nos sentimos inferiores diante da aparência ou
conquista de outras pessoas", explicou.

O segundo tipo, o mais grave, é a inveja patológica, aquela que nos faz querer destruir aquele que invejamos.

Carlos Byington defende um terceiro tipo de inveja, a criativa. O termo ele tirou de uma declaração de Cazuza, que morria de inveja da letra de "Que país é esse?", de Renato Russo. O músico usou esse sentimento para compor "Brasil". "A inveja criativa é aquela que você sente e usa para conquistar o que deseja", explicou o psicólogo.

O que fazer com a inveja que eu sinto?

Transformar a inveja que você sente em algo positivo é mais fácil do que se
imagina. Primeiro, tente observar o que você gosta na pessoa que inveja: é a
aparência? O cargo? A família? Amigos?

Depois dessa análise, será que você não exagerou na idealização dessa pessoa? "Coloque o alvo de sua inveja em perspectiva. Costumamos idealizar a
vida de quem invejamos e quando analisamos friamente a situação, vemos que ela é tão cor-de-rosa assim, que existem dificuldades, problemas",
aconselhou Bonder.

É preciso também valorizar mais o que temos. "Quando sentimos inveja,
ampliamos a figura da pessoa e diminuímos tudo que temos e conquistamos. É
preciso equilibrar isso. Nem a pessoa está em um pedestal e nem você na
sarjeta", falou Bonder.

Tente transformar a inveja em admiração. "É muito simples fazer essa
mudança. Em vez de odiar o outro pelo que ele tem, tente encará-lo como um
exemplo a ser seguido", disse Amélia.

E quando as pessoas me invejam?

Se você acha que é alvo de inveja, deve primeiro observar se não a provoca.
E mantenha-se relaxado ao receber alfinetadas. "A inveja é muito mais
prejudicial ao invejoso. Se você está seguro que merece o que tem, nada vai
te atingir", explicou Amélia.

Mostrar-se amigável é uma boa forma de desarmar os botes do invejoso. "Tente
ser mais amoroso com as pessoas, ser menos competitivo", disse Nilton
Bonder.

No caso de o invejoso causar algum dano real, uma conversa franca pode ser a
solução. "Chame a pessoa para conversar e pergunte por que ela te quer tão mal. Mas só faça isso se realmente ela te prejudicou", aconselhou Amélia.

E nada de acreditar em olho gordo! "O outro pode até fantasiar que te destrói, mas quem atrapalha a sua vida é você! Se inveja atrapalhasse a vida de alguém, Pelé seria um Zé Ninguém hoje", disse a terapeuta.

Finalmente, tenha cuidado também em não inventar inimigos. "Isso acontece
muito em escritórios. Você recebe uma promoção ou um aumento, mas não se
sente segura de que o mereceu, então tem a impressão de que todos pensam a
mesma coisa. Cuidado com a paranóia", alertou Amélia.

Cultura do Medo

 

Do original em:

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=353346

 

 

A distorção humana do poder domina a partir da idéia de separação e medo. Homem e natureza formam uma unidade, a exemplo do surfista que enfrenta as mudanças e se integra ao meio – aprende a se tornar uno com as ondas

CULTURA DO MEDO
Ondas de transformação


Veiculação do terror faz parte da cultura do medo, um mecanismo de controle social que propaga os falsos profetas e catastrofistas

Rose Mary Bezerra

Terremotos, furacões, erupções vulcânicas, vendavais, tsunamis. Com toda a aparente placidez e beleza, a natureza parece que não se acanha em revelar também sua face destrutiva e dominadora, a qual sempre atemorizou o homem que, por seu lado, se esforça a todo custo a se adaptar aos seus processos de mudança.

A visão racional e separatista, apesar de estar sendo superada com todos os avanços do pensamento científico – sobretudo após as descobertas da Física Quântica, em seus estudos das partículas subatômicas – ainda hoje tem um peso nas mentes individuais e coletiva. Desde princípios do século XX, os físicos comprovaram que a mente do observador influencia diretamente seus experimentos, ou seja, não existe separação entre o ser e o que ele vivencia.

O terapeuta italiano Stèphano Sabetti obteve tal compreensão, há alguns anos, só que de modo peculiar, ao atravessar um tsunami interno. Em uma viagem que fez ao Nepal, passou três dias de intenso sofrimento após ter tomado um simples copo de chá com limão para matar a sede. Os germes do copo desarrumaram seu organismo com febre alta, suor, delírios e forte disenteria.

Na ocasião, estava sozinho em um quarto quente de hotel e sentiu estar à beira da morte. Mas conta que a experiência não foi em vão. A partir dessa época, teve confirmação sobre o vínculo estreito entre os estados de desequilíbrio – doenças – e a fuga de uma poderosa dinâmica que ocorre tanto no âmbito individual, quanto coletivo e natural: o processo de transformação.

Sabètti obteve uma iluminação, pois passou a desenvolver um trabalho, no âmbito energético, para ajudar a si mesmo e aos demais a romper essas tentativas de escape das mudanças, uma vez que todas as áreas atravessam o processo, da espiritual à social, da política à econômica, enfim, a mudança faz parte da existência. No ser humano, os desvios desse fluxo se evidenciam, em geral, por claros sinais físicos, como perda de energia, cansaço, desânimo, sem razão aparente.

MEDO – Movimento e vida, na realidade, são sinônimos, afirma a professora de yoga e integrante do programa Transforma, do Instituto Visão Futuro, no Ceará, Sandra Pinto de Castro. Por essa razão, a estagnação, a imobilidade – como confirmam outros estudiosos atuais e antigos – costumam ser arautos da morte.

A observação atenta da vida em movimento, ensina Sabètti na obra ‘‘Ondas de Transformação’’ (Editora Summus), traz uma compreensão ampla de que tudo ao redor está envolvido em um vasto e constante processo de transformação. Sua orientação básica é a mesma de Sandra: manter a atenção e a consciência aos movimentos pessoais, observando se permanece a favor ou contra o processo de transformação. Os problemas que vão surgindo são evidências da paralisia frente às mudanças.

Há milênios, os orientais já atentavam para a máxima do livre fluxo de energia da vida. Essa máxima está no arcabouço filosófico da Medicina Chinesa, por exemplo, e nas práticas meditativas dos próprios iogues, corroborado por Sabètti, que aponta o medo como gerador de imobilidade e, em verdade, o responsável pelas sérias crises que se observa em todas as áreas e em todo o mundo.

A intensificação do medo e desconfiança tem conduzido ao movimento de contração que a humanidade vive, salienta Sandra Castro. O ser e a natureza formam um todo integrado. A visão separatista e o medo, diz, levam as pessoas a se fecharem, se isolarem, subirem os muros de seus lares e se agarrarem, de forma equivocada, na segurança externa. Dentro de cada um se estabelece, então, uma luta entre ‘‘eu ou o outro’’, na tentativa de obter segurança, ganhar sempre e manter tudo imutável.

A falta de percepção ampla da realidade, que é transformação constante e integração com a totalidade, cria um pensar que constrói, com a ajuda de vários e difusos mecanismos de controle – dentre eles, os meios de informação -, um verdadeiro império do medo, como atesta o cientista político e professor da Universidade de Maryland (EUA) Benjamim Barber.

O estudioso expõe o arcabouço de uma doutrina estratégica, incorporada ao programa de ‘‘guerra preventiva’’, desenvolvido pelos americanos nos últimos dois séculos, em ‘‘O Império do Medo’’ (Editora Record). No livro, ele esmiúça o engendramento do 11 de setembro de 2001. O atentado acabou sendo um marco para o desmonte do falso poderio e segurança americanos e a seleção, pelos EUA, do que se denomina ‘‘Estados párias’’ – nações usadas agora como bodes expiatórios, substitutas dos terroristas individuais, por estes serem difíceis de localizar e destruir.

PROFECIAS – O terror não parou nos atentados e guerras. O mundo continua em polvorosa com a série de acontecimentos que são veiculados pela mídia, de forma sensacionalista. Os órgãos mais estrondosos vendem a desgraça como espetáculo e sob alegação que o público gosta. Outro estudioso americano, Barry Glassner, questiona de forma contundente a razão pela qual se teme hoje cada vez mais o que deveria se temer menos, ou seja, as drogas, os crimes, as minorias, as crianças assassinas, micróbios mutantes, acidentes de avião, entre outras ocorrências que reforçam na atualidade o que ele chamou de ‘‘Cultura do Medo’’ (publicação da Editora Francis).

Glassner é provocador, quando mostra que as pessoas acabam virando reféns de medos extravagantes, ao ponto de se assustarem com a própria sombra e com a do vizinho. Para ele, a sociedade americana é um modelo tão perverso quanto idolatrado do medo contagiante, ao cúmulo de levar a se engolir rumores como se fossem fatos. É a distorção do poder que utiliza o medo como forma de controle, manipula dados e os difunde.

O Brasil não fica fora desse contexto, uma vez que a população luta para se manter na inconsciência e imaturidade; enleva videntes desequilibrados e oferece dinheiro e fama a falsos profetas, como o que recentemente se popularizou com a propagação de uma onda gigante que invadirá breve todas as cidades litorâneas, exceto a região em que ele vive e o centro do poder político do País.

 

Alerta para a direção das mudanças

A lista de previsões que normalmente são veiculadas pela mídia costumam ser, no parecer da psicóloga Jane Eyre Melo, um ‘‘almanaque dos horrores’’, puro catastrofismo. Ela não crê que esta seja a missão de um verdadeiro profeta, mesmo porque, só contribui para propagar o medo e a imobilidade. Os verdadeiros profetas fazem um alerta que evidenciam as mudanças, para que as pessoas despertem para dar uma direção apropriada à transformação em curso.

Vários têm sido os que falam profeticamente da Onda Gigante. A psicóloga diz que todos devem saber que a Terra passa por várias transformações climáticas e ninguém deve ficar desavisado disto. ‘‘Cuidamos muito mal deste planeta azul nos últimos séculos’’.

Ela cita as Profecias Maias, as quais lançaram o sinal de que a Terra mudará o padrão (e a forma) em 2012, há milhares de anos atrás. Ela acredita que, a partir deste ponto, surgiram videntes que reforçam essa idéia. ‘‘Há um campo de possibilidades. Ao ponto de essas coisas serem possíveis mesmo de ocorrer – tem até torcida a favor’’.

Nos jogos de poder em que o medo é utilizado, basta checar informações, como mostra a psicóloga: ‘‘Vejam, os estados salvos seriam Minas Gerais (o estado de um dos videntes) e uma parcela do Planalto Central (algum tipo de bairrismo?!). Fico pensando nos investidores e nas pessoas legais que queiram mudar, por exemplo, para o Nordeste’’.

Na mitologia, há um tempo traiçoeiro para previsões. É o Tempo de Kronos. Já o Kairós é mais surpreendente e, muitas vezes, aponta para a direção certeira. A psicóloga lembra como muitas profecias não se cumpriram e nem virão a se cumprir. Para ela, a razão desses equívocos pode ser compreendida a partir da Física Quântica, que traz a idéia de uma linha de tempo distinta da linear. Apesar de pouco entendida ainda, a linha do tempo holográfico mostra que quando chega a data prevista das tais profecias – por exemplo – tudo já mudou, total ou parcialmente.

No antigo padrão de tempo linear, esclarece Jane Eyre, as profecias estão sendo, e de agora em diante serão sempre, condenadas ao fracasso. ‘‘Poucos sabem a respeito, mas no tempo holográfico, nós estamos sempre mudando tudo: o presente, o passado e o futuro. Num pensamento quântico, tudo são possibilidades e não certezas’’.

E cita o livro ‘‘Quem se atreve a ter certeza’’, de José Andreeta, um bê-a-bá da Física Quântica, onde o autor conduz ao estabelecimento de um novo olhar sobre a realidade. Para quem ainda fortalece a crença e o temor dos falsos profetas que fazem previsões catastróficas, ela ensina a manter um olhar crítico, como verificar a história pessoal do vidente; checar quais trabalhos pessoais já realizou. Sobretudo, ver como está o ego desta pessoa e qual a necessidade que possui de apenas se fixar no lado destrutivo das profecias. ‘‘Recentemente, soube de uma vidente americana que prevê invenções de ponta para o setor de cosméticos, e muita coisa já aconteceu, mas todas boas, de crescimento e auxilio’’.

Símbolos e Sonhos

Símbolos e Sonhos

 

Denise Ribeiro Gonçalves
Psicóloga com formação em análise Junguiana
e psicologia Transpessoal

Todas as noites quando dormimos, um grande palco descortina-se e desenrolam-se enredos e dramas dos mais inusitados. Temos oportunidades de vivenciar estórias fantásticas, partes não vividas de nós mesmos, diversificados papéis, aventuras, romances, podemos travar batalhas, viajar no tempo para o passado e futuro, para outras civilizações, ou planetas, para o centro de nós mesmos. É possível realizar fantasias e desejos reprimidos em estado vígil, experienciar situações aterradoras. Podemos ser vítimas e algozes , vencedores e perdedores, gerar a vida, matar e experimentar a morte, e tudo isso com bastante realismo. As reações e alterações físicas que podem se manifestar durante um sonho não deixam dúvidas quanto a isso. Num pesadelo por exemplo, aumentam os batimentos cardíacos e a freqüência respiratória, podemos apresentar sudorese. Acordar é um imenso alívio.

Na história, nos mitos, na religião, antropologia, sociologia, arte, temos inúmeros registros de sonhos como mensageiros de divindades, influenciando e determinando a conduta de governantes, de comunidades, inspirando artistas e cientistas, profetizando grandes acontecimentos.

Nas sociedades primitivas os sonhos eram tão importantes que a primeira atividade do dia era compartilhar os sonhos coletivamente. Nas culturas da antigüidade edificavam-se templos próprios para sonhar, pois conferia-se aos sonhos um poder de cura, uma fonte de verdades profundas. A visão de mundo baseada no sistema de valores Newtoniana / Cartesiana, onde só é real o que pode ser explicado e comprovado por leis mecânicas, relegou os sonhos ao âmbito da subjetividade, da irracionalidade, não merecendo portanto serem levados em consideração.

Freud em 1900 recupera o valor do sonho ao dimensioná-lo como realização de desejos e um caminho para a compreensão do inconsciente. Jung amplifica a importância do sonho no processo psicoterápico ao conceituá-lo como mensageiro de cura, sabedoria intuitiva do inconsciente, mecanismo de auto- regulação da psique, expressão do inconsciente coletivo.

Na psicologia Transpessoal , a interpretação de sonhos é bastante utilizada na prática clínica. Os vários personagens que neles aparecem, em suas variadas ações, revelam partes do próprio sonhador, a forma como ele está conduzindo sua vida, e principalmente, os estados de consciência presentes.

Segundo Sri Aurobindo( nascido em Calcutá em 1872, o grande renovador da yoga e fundador de uma escola filosófica) durante o sono manifesta-se uma consciência onírica mais ampla, diferenciada que dedica-se a novas atividades interiores. Quanto mais cultivamos o nosso ser interior, mais os sonhos ganham realidade e significado.

Na atualidade inúmeras pesquisas têm sido realizadas em relação a sono e sonhos e comprovam, o que há séculos, os primitivos já sabiam. Esclarecem que os sonhos são necessários para a manutenção da saúde e equilíbrio emocional. Pessoas que são impedidas de sonhar manifestam instabilidade, dificuldade de concentração, ansiedade e agressividade.

Os sonhos, na concepção de Jung, expressam um "auto-retrato espontâneo, em forma simbólica, da real situação do inconsciente"( Obras Completas 8). Evidenciam uma situação específica e imediata de nossa vida. Os vários personagens colocam em foco as várias "personalidades" que coabitam em nós e compõem a nossa totalidade. As imagens, e personagens do sonho devem ser consideradas como partes do sonhador e de sua dinâmica interior. São mensageiros, mediadores entre o consciente e o inconsciente.

Os sonhos têm por finalidade compensar unilateralidades e parcialidades da consciência, revelar problemas, atitudes, ações e reações do sonhador. Têm como objetivo oferecer os caminhos para a solução dos conflitos, fornecendo respostas criativas, inspirações. Estimulam também novos potenciais. São fonte de informações, orientação, conhecimento. Os sonhos também corrigem distorções, fazem advertências, sinalizam e prognosticam os perigos e conseqüências decorrentes de fixações em determinados estados de consciência limitantes. Eles permitem ainda, o resgate de memórias pessoais e coletivas bem como antecipar acontecimentos futuros, ( sonhos de percepção extra-sensorial).

Podem ser recorrentes, com temáticas repetitivas, o que significa que a mensagem que o sonho deseja revelar não foi ainda codificada. Referem-se a conteúdos que evitamos, não compreendemos ou ignoramos, ou que não fizemos nada para solucionar. O inconsciente insiste em oferecer oportunidades de consciência, enviando mensagens, procurando um símbolo mais acessível, e que o sonhador aceite . Uma vez que o conteúdo tenha sido integrado à consciência, deixa de ser repetido.

É característica dos sonhos expressarem-se em imagens e em linguagem simbólica. L. Stein ( junguiano 1973) nos esclarece que símbolo provém das palavras gregas sym, ou seja, comum , junto e balon, aquilo que foi lançado. Portanto símbolo refere-se a união de coisas que têm algo em comum. Também é definido como imagem significativa. Jung concebe símbolo como a melhor apresentação possível para um conteúdo psíquico relativamente desconhecido, que não pode ser descrito por uma única palavra ou idéia, que não está podendo ser compreendido e integrado à consciência. O que já foi plenamente decodificado e compreendido deixa de ser símbolo e torna-se sinal.

Os símbolos possuem uma dimensão individual e coletiva, universal. Costumam surgir em momentos de conflito ,de tensão entre opostos, quando nos sentimos perdidos ou confusos por não estarmos sabendo conduzir uma problemática interna ou externa. A função do símbolo é fornecer esclarecimentos sobre a situação presente, bem como soluções, através de sonhos, fantasias, imagens. Favorecem a síntese dos opostos, a integração de aspectos inconscientes. Têm portanto uma finalidade curativa, auto-reguladora e de amplificação de consciência.

Muitas pessoas atualmente já estão conscientes da importância e do valor dos sonhos e habituaram-se a anotá-los sistematicamente estando ou não em um processo psicoterápico. Muitos já se comportam diante dos sonhos de forma ativa. Antes de dormir fazem pedidos de sonhos anotando com bastante objetividade a pergunta que desejam ter respondida por ele. O desafio que se apresenta então, é interpretar os símbolos que podem surgir. No intuito de atender à essa necessidade muitas revistas, livros e dicionários têm se disponibilizado a introduzir, e orientar o leitor na interpretação, oferecendo significados que podem ser tomados por pesquisadores despreparados, como estanques, fixos, automatizados, e definitivos, descaracterizando assim a definição de símbolo.

É importante esclarecer aos leitores que buscam o auxilio de dicionários de símbolos que, interpretar é mais do que decodificá-los isoladamente. Interpretar pressupõe apreender e respeitar todo o contexto do sonho em seus detalhes, conhecer a situação consciente do sonhador na época em que ocorreu o sonho e ter acesso às associações por ele realizadas. Ainda que determinado símbolo possa sugerir um significado, cada indivíduo pode atribuir a este, um outro, bastante diferente e particular. As amplificações dos sonhos a partir das dimensões mais coletivas e universais dos símbolos podem ser valiosas, desde que efetuadas após o sonhador ter feito suas associações pessoais e desde que seja capaz de estabelecer a relação entre o símbolo coletivo e sua vida, no momento presente.

A análise de apenas um sonho, pode não fornecer muitos esclarecimentos. Por isso é interessante poder analisar uma série de sonhos. Pode-se então confirmar hipóteses ou fazer correções. Um teste para se saber se a interpretação funcionou é observando se possibilitou uma mudança na atitude consciente.

Na verdade a interpretação de símbolos quer em sonhos, fantasias ou imagens é facilitada quando se tem conhecimentos multidisciplinares, mas como nos esclarece Jung, a arte de interpretar prescinde de métodos, normas, e livros. Não podemos deixar de contar é com sensibilidade, com os nossos registros e conexões a partir da experiência de vida, intuição, criatividade, bem como disponibilidade e ousadia para adentrar no novo e desconhecido com respeito, e ética.

Dormir é a senha para o encontro consigo próprio, para a mobilização de energias curativas, para adentrar em inúmeros portais. Considerar e compreender os sonhos reflete uma atitude de acolhimento e respeito às mais variadas expressões e manifestações do ser, em todos os estados de consciência possíveis.

Bibliografia

CHEVALIER, Jean, GHEERBRANT, Alain. Dicionário de Símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1986.
JUNG, Carl. Tipos Psicológicos. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1976
SAMUELS, Andrew, SHORTER, Bani, PLAUT, Fred. Dicionário crítico junguiano. Rio de Janeiro: Imago, 1988.
SAMUELS, Andrew. Jung e os pós junguianos. Rio de Janeiro: Imago, 1985.
TANNER, Wilda. O mundo mágico e maravilhoso dos sonhos. São Paulo: Pensamento, 1993.
WALSH, Roger, VAUGHAN, Frances. Caminhos além do ego. São Paulo: Cultrix, 1997.

 

Aquela Grande Verdade

 

AQUELA GRANDE VERDADE

Ieoya e a Consciência de Grupo, através de Pauline Larson
 
Vocês nos fizeram uma pergunta que é uma das mais importantes para muitas pessoas que vivem em suas sociedades industrializadas. Não é uma pergunta que os aborígines, as primeiras pessoas que viveram próximo da terra jamais fizeram, pois eles viram a verdade na natureza em torno deles. Mas em suas sociedades "avançadas" vocês buscam saber qual é a verdade suprema. Ao mesmo tempo, vão por aí buscando essa verdade com muitos preconceitos. Estabelecem parâmetros em torno da verdade, e qualquer coisa que ouse ficar fora daquilo que identificaram como verdade, está fora dos limites que exploram. Vocês colocam barreiras em seu próprio aprendizado e atribuem essas barreiras aos mandamentos de um deus.
Vamos falar sobre o conceito humano de verdade. O que é verdade para um indivíduo é tudo aquilo que ele acredita ser verdade. Sua crença faz com que aquilo seja verdade para ele. Ora, compreendemos que vocês estão nos pedindo para divulgar aquela verdade "suprema" que está no coração de toda experiência humana. Ao fazer isso, vocês estão nos pedindo algo que não podemos fornecer, pelo menos não no contexto que os humanos esperam. Pois se lhes disséssemos que existe uma grande Verdade, vocês se sentiriam no dever de ir para o mundo e partilhá-la com todos. Vocês se tornariam zelotes (fanáticos), pregando e defendendo a Verdade acima de tudo o mais. E então os humanos construiriam uma série de regras em torno dessa grande Verdade, às quais todos deveriam obedecer ou sofrer as conseqüências. Vocês não vêem que esta é a base de todas as guerras humanas? Por outro lado, se nós lhes disséssemos que não existe nenhuma grande Verdade, vocês suspeitariam que estivéssemos negando informações, ou então que não conhecêssemos essa grande Verdade. É melhor que descubram por si mesmo o que verdadeiro para vocês – não para os outros, mas para vocês.
A SIMPLES VERDADE: TUDO É COMO É
Todavia, vamos passar-lhes uma chave: A verdade de tudo o que é está na simplicidade. A grande verdade é que cada um de vocês e todos vocês guardam dentro de seu ser a verdade de quem são e o que são. Portanto, vamos dizer-lhes que a verdade suprema é que tudo é como é e é assim que tudo é. Ora, como é que vocês seriam capazes de aceitar isso, e ainda mais ensiná-lo a alguém? Nós apenas lhes dissemos que todos e tudo podem ser exatamente como é. Para seus conceitos humanos do mundo, isso não cheira a heresia? Não importa; estamos sugerindo que permitir que tudo seja como é, é a tal grande verdade. E ela não pode ser propriedade exclusiva de nenhuma pessoa e de nenhuma organização em especial.
Ora, se isso for verdade, então nós acabamos de retirar de vocês o próprio núcleo sobre o qual muitos seres humanos baseiam suas vidas cotidianas. Eles acreditam que deve haver uma grande Verdade, ainda que ela sempre os engane. Seu medo coletivo é o de que se vocês falharem em descobrir essa tal Verdade, então vocês e seu espírito eterno estarão em grande perigo, por assim dizer, com sua vida, com seu Deus e com a vida futura. Pois vocês acreditaram que seriam recompensados ou punidos de acordo com sua capacidade de descobrir, interpretar corretamente e seguir a tal grande Verdade ao pé da letra.
 
O JOGO DA ILUSÃO
A vida é um jogo jogado na ilusão. Quando o jogo da ilusão foi concebido, muitos de vocês participaram de sua criação, e colocaram parâmetros em torno da experiência. Vocês fizeram isso para que realmente acreditassem que o jogo da experiência da vida fosse real. E disseram uns para os outros: "Vamos entrar na densidade de uma experiência física, e vamos garantir que ela pareça real. Você vai ser o vilão, eu vou ser a dama em dificuldade, ele será o herói, e nós representaremos e faremos com que seja intrigante, para que possamos acreditar que tem um significado."
Existem muitos de vocês representando vários papéis humanos, que estão se cansando do jogo da vida assim como o imaginam, ou tendo ele se tornado corrompido (mais tarde falaremos mais sobre isso), e decidiram olhar para além da ilusão e descobrir o significado que está por detrás do que está acontecendo em sua vida do dia-a-dia. Agora vocês são capazes de olhar através da ilusão; pelo menos não é difícil. No entanto, muitos de vocês acreditam que é difícil, então para estes, é.
Quando concordaram em participar do jogo da vida, vocês ficaram atolados nos mitos ensinados pela sua cultura, como se fossem verdades vindas de tempos imemoriais. As pessoas que vivem em outras terras e culturas foram da mesma maneira doutrinadas em sua forma de verdade, que também afirma: "Nós somos os abençoados e eles são os maus." Sua cultura os ensina isso e vocês aprendem que isso é a verdade, geralmente a verdade de Deus. Ora, podem as verdades, ou os lados conflitantes, serem ambos verdadeiros? Sim, de diferentes perspectivas pode-se dizer que ambas as crenças são verdadeiras. Mas, serão elas a verdade? Ou Deus é confuso, ou existe confusão no conceito que os humanos têm de Deus.
Faz algum sentido que um ser supremo possa ser confuso, ou tenha favoritos? Bem, nós lhes perguntamos, seu mundo humano atual é o tipo de mundo que vocês desejam habitar? Se não – e vocês são puros em seu desejo de mudar o mundo – então talvez nós sugeríssemos que vocês examinassem seus próprios mitos, sem desvios. Tudo o que vocês percebem como verdade, assim como a maneira de jogar o jogo, está escrito em torno dos mitos que formam suas crenças e criam seu mundo – principalmente seu conceito de Deus.
Está na hora dos humanos prestarem atenção a tudo o que ocorreu na jornada de sua vida até este momento. Então vocês precisam permitir que desapareçam todas as antigas crenças sobre limitação que não mais servem à evolução da consciência de sua espécie, e comecem de novo, a partir de uma lousa apagada. Se vocês continuarem a manter as antigas crenças passadas a vocês por aqueles que desejavam manter o controle, então realmente não existe nada de uma natureza diferente que possa chegar à sua consciência. Todavia, existe muito conhecimento que espera por uma mente sem preconceitos.
Se continuarem a se agarrar a crenças engendradas pelo medo, vocês continuarão experimentando um potencial limitado, assim como tantos humanos antes de vocês. Isso não está errado; não existem maneiras erradas de jogar o jogo. No entanto, é uma terrível perda de potencial humano, pois no início o espírito humano desejou encarnar-se para que pudesse expandir-se, crescer e explorar as mais longínquas possibilidades da mente e da imaginação de Deus, o Tudo Que É. Somente quando concordarem que existe mais do que vocês perceberam até aqui, vocês se abrirão para receber os milagres.
Os milagres não são mais do que uma mudança de idéia, uma disposição de olhar para a vida e tudo o que ela contém, sob uma nova luz. A luz do amor e da cooperação é o campo vibracional que lhes acena. Não existe nada que vocês queiram explorar na mente de Deus (falamos em termos genéricos, compostos de luz e escuridão, macho e fêmea, — as polaridades de todos os conceitos e de tudo o que fica entre eles) que não tenha limites para ser explorado. Todavia, quando procuram limitar seu conceito de Deus, vocês param de experimentar um potencial que é seu. A vida diz respeito à evolução da consciência.
 

DISTORÇÃO DA HISTÓRIA

Algumas vezes na história registrada, muitos conceitos novos entraram em jogo. A história de sua Terra, no que diz respeito aos humanos que ocuparam a Terra, foi pervertida. Ela foi sempre escrita por pessoas parciais, com idéias preconcebidas, de acordo com o que desejavam passar para as massas, e muitas mudanças e re-escrituras sempre aconteceram. Nunca houve um tempo em que ninguém, pelo menos no plano físico, pudesse escrever uma história imparcial sobre nada. Portanto cabe aos humanos continuar com seu sistema de pensamento e explorar os significados ocultos da palavra escrita.
A fim de obterem um quadro mais exato ou confiável do que aconteceu durante um acontecimento particular no tempo, vocês precisariam buscar relatos pessoais de testemunhas. Repetimos que é preciso que sejam testemunhas – pessoas que estavam lá na ocasião e deram seu relato sobre o que aconteceu. Pelos registros dos tribunais vocês sabem como podem ser confusos os relatos das testemunhas, mas nós lhes dizemos que cada testemunha sente os acontecimentos a partir de suas percepções. Ora, se as testemunhas ou os participantes de um acontecimento podem fazer relatos tão diferentes sobre o que aconteceu, pode alguém que não viveu aquele acontecimento – e de fato até escreveu aquilo muito tempo depois – registrá-lo com exatidão?
Vocês podem compreender até certo ponto o limitado alcance da palavra escrita; mesmo assim, os homens usaram a palavra escrita para controlar e reprimir o pensamento individual, chamando de transgressão o fato de alguém não acreditar no que está escrito no papel ou em um livro. Então vocês homens pegam esses relatos variados, sejam eles reais ou ficção, e lhes emprestam significados, dizendo que eles vêm de Deus. Isso é não mais nem menos um modo de controle.
Como os homens se tornaram tolos! Vocês se batem por aí e ficam imaginando por que Deus criaria um mundo tão injusto. Nós lhes dizemos que um deus de substância não teria necessidade de criar um mundo de medo e depois exigir obediência, prometer recompensa ou ameaçar com punições. Essa é a sua pequena criação de um deus criado a partir dos medos humanos e definido em termos humanos.
A mais pura lei a que vocês podem aderir é a da exploração do indivíduo, e a da conexão com o Deus que é o de vocês conforme foi pedido – Aquele que tudo compartilha e que não exige nada de ninguém, seja este o mais elevado e influente de suas várias sociedades, ou o menor de vocês. Na compreensão de Deus, o Tudo Que É, nenhum de vocês é mais especial do que ninguém. Cada um foi criado perfeito, de acordo com o que desejava experienciar; cada um de vocês foi criado com todo o potencial do Tudo Que É.
 

ENERGIAS QUE TIRAM VANTAGEM DE SEU ESQUECIMENTO

Quando ajudaram a planejar o jogo da vida, vocês acreditaram tanto nele, que muitos esqueceram-se de que eram divinos. Existem também energias que, digamos, tiram vantagem desse esquecimento e entram em seu jogo. Elas descobriram que podem tirar benefícios da energia criada por suas emoções humanas negativas e se alimentam dela. O jogo que vocês criaram como uma feliz diversão tornou-se sua prisão. Ele os escravizou.
Existem pessoas em sua Terra que ajudam essas energias negativas. Elas sabem o que está ocorrendo, porém desejam mantê-los na escuridão. Querem ser os senhores do mundo ilusório e foi-lhes prometido muito por aqueles que se alimentam de sua energia negativa. Para elas é benéfico manter a ilusão indo na direção do tumulto – guerras, medo, "necessidade de consertar as coisas", "preciso conseguir o meu às custas do seu" – e os ídolos dominadores que vocês cultuam.
Se estivessem em seu juízo perfeito, se não estivessem poluídos lá bem no fundo de quem são e o que são, sem dúvida vocês conseguiriam ver através da ilusão e perceber que criaram um mundo de falsos conceitos. Vocês não são aqueles que estão bem embaixo, que precisam rebaixar-se e rastejar, procurando apenas as migalhas que algum outro ser mais elevado, talentoso e evoluído, atire para vocês. Em vez disso, vocês podem escolher lembrar-se de que são uma parte do Tudo Que É e de que são muito poderosos.
Para que compreendam o que são as energias negativas, vamos compará-las a um vírus. Um vírus é um sistema de energia que vocês não podem ver nem sentir com seus sentidos físicos humanos, mas que no entanto é real. Agora vocês estão prestes a experimentar o que uma energia negativa pode fazer a uma espécie: o holocausto da aniquilação nuclear e a destruição em todo o mundo, pela poluição criada pelo homem. Sim, a possibilidade de que o vírus os destrua é real, e ao fazer isso, ele se destrói a si mesmo. No entanto, tudo o que é preciso para salvar seu mundo é uma mudança em quem e o que vocês cultuam, para quem e para que vocês dão sua preciosa energia espiritual. É simplesmente escolha sua.
 

RELAXEM E DEIXEM QUE SEUS LAÇOS SE SOLTEM

Vocês seres humanos estão presos, de olhos vendados, e amordaçados, incapazes de escapar por mais que se esforcem. Mas vocês já assistiram aqueles números de artistas que se soltam, mesmo estando bem amarrados? Eles não fazem mágica nenhuma; simplesmente compreendem e utilizam o conceito de tensão e relaxamento. Quando vocês lutam contra alguma coisa, ela se torna mais forte, e quanto mais se esforçam e se defendem, mais firmes os laços ficam. Quando vocês relaxam e se soltam, os laços caem como se não existissem.
É assim que podem mudar sua vida. Simplesmente relaxem e aceitem que vocês foram presos, vendados e amordaçados no passado, mas agora podem libertar-se simplesmente parando de imaginar que estão presos. As cordas, a venda e a mordaça, são todas feitas por vocês; são meras crenças. Façam com que elas se dissolvam. Relaxem seja lá no que for e compreendam que era tudo ilusão. Então as entidades que os estão mantendo espiritualmente aprisionados, simplesmente irão embora. Elas não podem ficar em um hóspede que aceita vibrações mais elevadas em seu campo de energia.
Perguntem a si mesmos: "Se tudo o que aprendi podem ser inverdades, ou verdades parciais, então o que pode ser verdade?" Cada um de vocês é a soma total de tudo o que pode ser – pura potencialidade. Vocês vêm para a limitação da existência física para desempenhar vários papéis. Aceitam a ilusão de uma vida terrestre esquecendo-se rapidamente dos seres eternos que são. Dizemos a vocês: a verdade do Tudo Que É, é: Enquanto estiverem na dimensão física, dentro das limitações do jogo da vida, vocês experimentarão muitas coisas que pensam ser verdade. Isso é como foi planejado. Vocês estão simplesmente provando partes da ilusão e chamando-as de verdade. Escolham qualquer conceito que quiserem explorar e o experimentarão no contexto da verdade, pelo menos no que diz respeito a seu jogo da vida.
Todavia, a verdade do Tudo Que É, é que tudo voltará, movimentando-se através do véu de esquecimento do mundo humano e emergindo no outro lado como seres de energia espiritual, integrais e oniscientes. Simplesmente cessarão de jogar o jogo.
Sua espécie está à beira de uma grande evolução de consciência, e esta chegará como uma bomba furtiva – indetectável pelo sonar da mente comum à qual muitos de vocês estão presos. Virá em paz, entre o caos de suas criações, mas explodirá sobre o terreno de seu mundo e ninguém deixará de ser afetado.

TUDO É COMO É. E TUDO É COMO NÃO É: ESPAÇO INFINITO PARA ESCOLHA

Admiramos sua coragem de penetrar na luz de uma nova verdade, uma verdade que se expandirá e crescerá em todas as direções. Vocês se elevarão com o conhecimento de que são capazes de muito mais do que pensavam ser possível até aqui. Virá como cooperação, não conflito, e ninguém será negado. Vocês conhecerão a verdade do Tudo é como é, e tudo é como não é, — e nisso está o paradoxo do Tudo Que É.
Recobertos pela estrutura de parábolas e histórias aparentemente sem sentido, os sábios de antigamente passaram o conceito de que vocês são tudo ou não são nada, e vocês serão aquilo que acreditarem ser. Todavia, enquanto permanecerem no mundo físico, nunca compreenderão o alcance total da possibilidade. Vocês procuram se limitar a fim de jogar o jogo, pois como no mundo poderiam ter seus partidarismos e suas guerras, se simplesmente dissessem: "Tudo é como é"? Não existe conflito nisso, e os homens da atualidade parecem querer conflitos. Perguntamos de novo: Vocês querem mudar o jogo de seu mundo?
Houve um tempo, antes da perversão da história, em que havia homens que cooperavam uns com os outros. Foi um tempo em que os homens sabiam da cooperação entre a Deusa e o Deus; eles sabiam do jardim e das coisas maravilhosas que havia ali – todo o tipo de prêmios. Mas então as falsas energias de controle entraram no conhecimento e vocês se alijaram do jardim. Vocês se alijaram do conhecimento de que eram sempre livres para aproveitar a vida e aceitaram uma mentira, o véu de lágrimas. Sim, o véu de lágrimas é nada mais nada menos do que vocês se esquecerem de quem verdadeiramente são. Vocês permitiram que o pensamento de outros pervertesse seu próprio pensamento. Entregaram-se nas mãos dos ídolos das energias negativas. E então vocês honraram, veneraram e prestaram homenagem a eles. Eles conseguiram o que queriam – energia criada a partir de seus medos e conflitos humanos Eles estão aqui para ficar, até que vocês abram seus olhos e lembrem-se de que são Aqueles que eram antes do começo e Aqueles que permanecerão para sempre.
Vocês, seu eterno ser espiritual, não podem perecer. Todavia, quando pensarem por si mesmos de novo, vocês viverão mais daquilo que desejaram viver quando começaram o jogo, a diversão da felicidade. Ao fazer isso vocês se lembrarão de que cada um é o mestre de seu próprio universo. Vocês então verão através da ilusão, deixarão de lutar e relaxarão nos braços do Tudo Que É. Saberão que não existe nada que possa ter poder sobre vocês, a não ser se permitirem (e só quando permitirem).
Está na hora de mudar o conceito do jogo que estão fingindo e de unir-se mais uma vez à Deusa e ao Deus. E assim é.