Baruch Espinosa

Baruch Espinoza

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Bento de Espinosa ברוך שפינוזה
Nascimento 24 de Novembro de 1632 Amsterdã, Países Baixos
Morte 21 de fevereiro de 1677 (44 anos) Haia, Países Baixos
Nacionalidade neerlandesa
Ocupação artesão, filósofo
Influências
Influenciados
Magnum opus Ética
Escola/tradição Espinozismo (fundador), racionalismo, eudemonismo, cartesianismo
Principais interesses Ética, Metafísica, Teoria do Conhecimento, Teologia, Lógica
Ideias notáveis Espinosismo, Conatus, interpretação histórica da Bíblia

Bento de Espinoza[1] (também Benedito Espinoza; em hebraico: ברוך שפינוזה, transl. Baruch Spinoza) (24 de novembro de 1632, Amsterdã21 de fevereiro de 1677, Haia) foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Nasceu em Amsterdã, nos Países Baixos, no seio de uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.

Índice

[esconder]

[editar] Vida

A sua família fugiu da Inquisição de Portugal. Foi um profundo estudioso da Bíblia, do Talmude e de obras de judeus como Maimónides, Ben Gherson, Ibn Ezra, Hasdai Crescas, Ibn Gabirol, Moisés de Córdoba e outros. Também se dedicou ao estudo de Sócrates, Platão, Aristóteles, Demócrito, Epicuro, Lucrécio e também de Giordano Bruno;

Ganhou fama pelas suas posições opostas à superstição (Deus sive natura, Deus, ou seja a Natureza, um conceito filosófico, e não religioso), e ainda devido ao fato da sua ética ter sido escrita sob a forma de postulado e definições, como se fosse um tratado de geometria.

[editar] Excomunhão (Chérem)

O Banimento, em português

No verão de 1656, a Sinagoga Portuguesa de Amsterdão o puniu com o Chérem, equivalente à Excomunhão, pelos seus postulados a respeito de Deus em sua obra, defendendo que Deus é o mecanismo imanente da natureza, e a Bíblia, uma obra metafórico-alegórica que não pede leitura racional e que não exprime a verdade sobre Deus.

Conforme Will Durant, seu Chérem pelos judeus de Amsterdã, tal como ocorrera com as atitudes que levaram à retração e posterior suicídio de Uriel da Costa em 1647, fora como que um gesto de “gratidão” por parte dos judeus com o povo holandês.

Embora os pensamentos de da Costa não fossem totalmente estranhos para o judaísmo, vinham contra os pilares da crença cristã. Os judeus, perseguidos por toda Europa na época, especialmente pelos governos ibéricos e luteranos alemães, haviam recebido abrigo, proteção e tolerância dos protestantes de inspiração calvinista dos Países Baixos e, assim, não poderiam permitir no seio de sua comunidade um pensador tido como herege.

[editar] Pós Chérem

Após o Chérem adotou o primeiro nome Benedictus (“Bendito”, a tradução do seu nome original – Baruch – para o latim) assim atestando seu desvencilho da religião judaica.

Para sua subsistência trabalhava com polimento de lentes, durante os períodos em que viveu em casas de famílias em Outerdek (próximo a Amsterdã) e em Rhynsburg, tendo recusado várias oportunidades e recompensas durante sua vida, incluindo prestigiosas posições de ensino*. Nesta última localidade escreveu suas principais obras.

  • Foi convidado a ensinar na Universidade de Heidelberg, recusou pois teria de arcar com as normas ideológicas, seria impossível continuar com a sua obra.

Uma vez que as reações públicas ao seu Tratado Teológico-Político não lhe eram favoráveis, absteve-se de publicar seus trabalhos. A Ética foi publicada após sua morte, na Opera Postuma editada por seus amigos.

[editar] Morte

Morreu num domingo, 21 de fevereiro de 1677, aos quarenta e quatro anos, vitimado pela tuberculose. Morava então com a família Van den Spyck, em Haia. A família havia ido à igreja e o deixara com o amigo Dr. Meyer. Ao voltarem, encontraram-no morto. Encontra-se sepultado em Nieuwe Kerk churchyard, Haia, no Países Baixos.[2]

[editar] Traços físicos

Conforme Colerus que o conheceu em Rhynsburg, Spinoza “era de mediana estatura, feições regulares, pele cor de oliva, cabelos pretos e crespos, sobrancelhas negras e bastas, denunciando claramente a ascendência de judeus Sefardim ou sefarditas (originalmente naturais da Península Ibérica). No trajar muito descuidado, a ponto de quase se confundir com os cidadãos da mais baixa classe”.

[editar] Reconhecimento

Estátua de Spinoza em Haia.

Suas obras o fizeram reconhecido em vida, recebeu cartas de figuras proeminentes como Henry Oldenburg da Royal Society of England, do jovem nobre alemão, o inventor Von Tschirnhaus, do cientista holandês Huygens, de Leibnitz, do médico Louis Meyer de Haia, do rico mercador De Vries de Amsterdã.

Luís XIV lhe ofereceu uma larga pensão para que Spinoza lhe dedicasse um livro. O filósofo recusou polidamente.

O príncipe de Condé, na chefia do exército da França que invadira a Holanda novamente convidou-o a aceitar uma pensão do rei da França e ser apresentado a vários admiradores. Spinoza desta vez aceitou a honraria, mas se viu em dificuldades ao retornar a Haia, por causa dessa suposta “traição”. Porém, logo o povo, ao perceber que se tratava de um filósofo, um inofensivo, se acalmou.

O monumento feito em homenagem a Spinoza, em Haia foi assim comentado por Renan em 1882:

“Maldição sobre o passante que insultar essa suave cabeça pensativa. Será punido como todas as almas vulgares são punidas — pela sua própria vulgaridade e pela incapacidade de conceber o que é divino. Este homem, do seu pedestal de granito, apontará a todos o caminho da bem-aventurança por ele encontrado; e por todos os tempos o homem culto que por aqui passar dirá em seu coração: Foi quem teve a mais profunda visão de Deus”

O retrato de Spinoza foi impresso nas antigas notas de 1000 florins dos Países Baixos, até a introdução do euro, em 2002.

[editar] Obra

[editar] Livros

a) Publicados “post mortem“:

Escritos em latim:

  • Ética demonstrada à maneira dos geômetras (Ethica Ordine Geometrico Demonstrata) – iniciado em Rijnsburg e finalizado em Haia; Conteúdo:
    • Primeira parte: Deus
    • Segunda parte: A natureza e a Origem da Mente
    • Terceira parte: A Origem e a Natureza dos Afetos
    • Quarta parte: A Servidão Humana ou a Força dos Afetos
    • Quinta parte: A Potência do Intelecto ou a Liberdade Humana
  • Tratado Político (depois incluído na Ética);
  • Tratado do Arco-íris

Escritos em holandês:

  • Um breve Tratado sobre Deus e o Homem (foi um esboço da Ética);

b) Publicados

  • Tratado da correção do Intelecto (De Intellectus Emendatione) – Ensaio
  • Princípios da Filosofia Cartesiana (“No apêndice, -Pensamentos metafísicos- Espinosa revela seu afastamento cada vez maior em relação a várias teses de Descartes, embora pareça apenas servir-se do cartesianismo para refutar a escolástica.” – Espinosa, Livres Pensadores, Coleção)
  • Tratado sobre a Religião e o Estado (Tractatus theologico politicus) ou “Tratado Teológico-político”

[editar] Conteúdo filosófico

Spinoza defendeu que Deus e Natureza eram dois nomes para a mesma realidade, a saber, a única substância em que consiste o universo e do qual todas as entidades menores constituem modalidades ou modificações. Ele afirmou que Deus sive Natura (“Deus ou Natureza” em latim) era um ser de infinitos atributos, entre os quais a extensão (sob o conceito atual de matéria) e o pensamento eram apenas dois conhecidos por nós.

A sua visão da natureza da realidade, então, fez tratar os mundos físicos e mentais como dois mundos diferentes ou submundos paralelos que nem se sobrepõem nem interagem mas coexistem em uma coisa só que é a substância. Esta formulação é uma solução muitas vezes considerada um tipo de panteísta e de monismo, porém não por Espinosa, que era um racionalista, por Extensão se teria um acompanhamento intelectual do Universo, como define ele em seu conceito de “Amor Intelectual de Deus”.

Spinoza também propunha uma espécie de determinismo, segundo o qual absolutamente tudo o que acontece ocorre através da operação da necessidade, e nunca da teleologia. Para ele, até mesmo o comportamento humano seria totalmente determinado, sendo então a liberdade a nossa capacidade de saber que somos determinados e compreender por que agimos como agimos. Deste modo, a liberdade para Spinoza não é a possibilidade de dizer “não” àquilo que nos acontece, mas sim a possibilidade de dizer “sim” e compreender completamente por que as coisas deverão acontecer de determinada maneira. [3]

A filosofia de Spinoza tem muito em comum com o estoicismo, mas difere muito dos estóicos num aspecto importante: ele rejeitou fortemente a afirmação de que a razão pode dominar a emoção. Pelo contrário, defendeu que uma emoção pode ser ultrapassada apenas por uma emoção maior. A distinção crucial era, para ele, entre as emoções activas e passivas, sendo as primeiras aquelas que são compreendidas racionalmente e as outras as que não o são.

[editar] Substância

Para Spinoza, a substância não possui causa fora de si, ela é causa de si mesma, ou seja, uma causa sui. Ela é singular a ponto de não poder ser concebida por outra coisa que não ela mesma. Por ser causa de si, a substância é totalmente independente, livre de qualquer outra coisa, pois sua existência basta-se em si mesma. Ou seja, a substância, para que o entendimento possa formar seu conceito, não precisa do conceito de outra coisa. A substância é absolutamente infinita, pois se não o fosse, precisaria ser limitada por outra substância da mesma natureza.

Pela proposição V da Parte I da Ética, ele afirma: “Uma substância não pode ser produzida por outra substância”, portanto, não existe nada que limite a substância, sendo ela, então, infinita. Da mesma forma, a substância é indivisível, pois, do contrário, ao ser dividida ela, ou conservaria a natureza da substância primeira, ou não. Se conservasse, então uma substância formaria outra, o que é impossível de acordo com a proposição VI; se não conservasse, então a substância primeira perderia sua natureza, logo, deixaria de existir, o que é impossível pela proposição 7, a saber: “à natureza de uma substância pertence o existir”. Assim, a substância é indivisível.

Assim, sendo da natureza da substância absolutamente infinita existir e não podendo ser dividida, ela é única, ou seja, só há uma única substância absolutamente infinita ou Deus.

Apesar de ser denominado Deus, a substância de Espinoza é radicalmente diferente do Deus judaico-cristão, pois não tem vontade ou finalidade já que a substância não pode ser sem existir (se pudesse ser sem existir, haveria uma divisão e a substância seria limitada por outra, o que, para Espinoza, é absurdo, como foi explicado no parágrafo anterior). Consequentemente, o Deus de Espinoza não é alvo de preces e menos ainda exigiria uma nova religião.

[editar] Os afetos – o desejo, a alegria e a tristeza

Os corpos se individualizam em razão do movimento e do repouso, da velocidade e lentidão e não em função de alguma substância particular (escólio 1 da prop. 13 da parte 2 da Ética), e a identidade individual através do tempo e da mudança consiste na manutenção de uma determinada proporção de movimento e repouso das partes do corpo (prop. 13 da parte 2 da Ética). O corpo humano é um complexo de corpos individuais, e é capaz de manter suas proporções de movimento e de repouso ao passar por uma ampla variedade de modificações impostas pelo movimento e repouso de outros corpos. Essas modificações são o que Espinoza chama de afecções.

Uma afecção que aumenta a capacidade do corpo de manter suas proporções características de movimento e repouso aumenta a potência de agir e tem, em paralelo, na mente, uma modificação que aumenta a potência de pensar. A passagem de uma potência menor para uma maior é o afeto de alegria (definição dos afetos, parte 2 da Ética). Uma afecção que diminui a potência do corpo de manter as proporções de movimento e repouso diminui a potência de agir e tem, em paralelo, na mente, uma diminuição da potência de pensar. A passagem de uma potência maior para uma menor é o afeto de tristeza. Já uma afecção que ultrapassa as proporções de movimento e repouso dos corpos que compõe o corpo humano destrói o corpo humano e a mente (morte).

Os indivíduos (mentes e corpos) se esforçam em perseverar em sua existência tanto quanto podem (prop. 6 da parte 3 da Ética). Eles sempre se esforçam para ter alegria, isto é, um aumento de sua potência de agir e de pensar, e eles sempre se opõem ao que lhes causa tristeza, ou seja, aquilo que diminui sua capacidade de manter as proporções de movimento e repouso características de seu corpo. O esforço por manter e aumentar a potência de agir do corpo e de pensar da mente é o que Espinoza chama de desejo (conatus).

“Não é por julgarmos uma coisa boa que nos esforçamos por ela, que a queremos, que a apetecemos, que a desejamos, mas, ao contrário, é por nos esforçarmos por ela, por querê-la, por apetecê-la, por desejá-la, que a julgamos boa”. Espinoza, Ética, parte 3 prop. 9 esc.

As afecções que são atribuídas à ação do corpo humano testemunham o aumento de sua potência de agir e de pensar e, por isso, o afeto de alegria sempre impulsiona à atividade. Em contraste, as afecções que diminuem a potência de agir e de pensar (provocando tristeza) testemunham sempre a passividade do corpo humano, são sempre passivas, são paixões (do grego pathos, sofrer uma ação).

Para Espinoza, a ilusão dos homens de que suas ações resultam de uma livre decisão da mente é consequência de eles serem conscientes apenas de suas ações enquanto ignoram as causas pelas quais são determinados, o que faz com que suas ações sejam determinadas pelas paixões. Isso é o que ele chama de primeiro gênero de conhecimento, imaginação ou idéias inadequadas(a consciência de nossos afetos, e a inconsciência do que os determina). O segundo gênero de conhecimento são as noções comuns ou idéias adequadas, que se caraterizam pela consciência do que nos determina a agir. As idéias adequadas sempre são efeitos da alegria, acarretam alegria e impulsionam a atividade, enquanto a imaginação (idéias inadequadas) se caracteriza pela passividade e pelo acaso de causar ou ser efeito da alegria ou da tristeza.

“[...] uma criancinha acredita apetecer, livrementre, o leite; um menino furioso, a vingança; e o intimidado, a fuga. Um homem embriagado também acredita que é pela livre decisão de sua mente que fala aquilo sobre o qual, mais tarde, já sóbrio, preferiria ter calado. Igualmente, o homem que diz loucuras, a mulher que fala demais, a criança e muitos outros do mesmo gênero acreditam que assim se expressam por uma livre decisão da mente, quando, na verdade, não são capazes de conter o impulso que os leva a falar. Assim, a própria experiência ensina, não menos claramente que a razão, que os homens se julgam livres apenas porque são conscientes de suas ações, mas desconhecem as causas pelas quais são determinados. Ensina também que as decisões da mente nada mais são do que os próprios apetites: elas variam, portanto, de acordo com a variável disposição do corpo. Assim, cada um regula tudo de acordo com o seu próprio afeto e, além disso, aqueles que são afligidos por afetos opostos não sabem o que querem, enquanto aqueles que não têm nenhum afeto são, pelo menor impulso, arrastados de um lado para outro. Sem dúvida, tudo isso mostra claramente que tanto a decisão da mente, quanto o apetite e a determinação do corpo são, por natureza, coisas simultâneas, ou melhor, são uma só e mesma coisa, que chamamos decisão quando considerada sob o atributo do pensamento e explicada por si mesma, e determinação, quando considerada sob o atributo da extensão e deduzida das leis do movimento e do repouso [...]” Spinoza, Ética, parte 3, prop 2 esc.

A grande inovação da ética de Espinoza foi que, nela, a razão não se opõe aos afetos, pelo contrário, a própria razão é um afeto, um desejo de encontrar ou criar as oportunidades de alegria na vida e de evitar ou desfazer ao máximo as circunstâncias que causam tristeza, mas o próprio desejo-razão (do mesmo modo que os outros tipos de afetos) não depende da vontade livre, mas de afecções que fogem ao controle do indivíduo porque são modos da substância única infinita que não tem finalidade nem providência. Em diversas obras[4][5], Espinoza diz que é nocivo (diminui nossa potência de agir e de pensar) ridicularizar ou reprovar alguém dominado pelas paixões, porque isso não depende da livre decisão da mente. O único modo do homem que se guia pela razão ajudar os outros é, nas palavras de Espinoza:

“Não rir nem chorar, mas compreender”. (Espinoza, Tratado Político)

A ética de Espinoza é a ética da alegria. Para ele, só a alegria é boa, unicamente a alegria nos leva ao amor (que ele define como a idéia de alegria associada a uma causa exterior) no cotidiano e na convivência com os outros, enquanto a tristeza sempre é má, intrinsecamente relacionada ao ódio (que ele define como a idéia de tristeza associada a uma causa exterior), a tristeza sempre é destrutiva para nós e para os outros.

[editar] O terceiro gênero de conhecimento – beatitude

Além dos dois gêneros citados anteriormente, Espinoza afirma ainda um terceiro, chamado beatitude. Esse conhecimento se caracteriza por compreender nas coisas singulares o aspecto da eternidade (sub specie eternitatis). Seria algo como ver as coisas singulares como inseparáveis dos modos da substância infinita e eterna (Deus), compreendendo que as coisas singulares são elas mesmas eternas, existindo fora do tempo. Esse é um dos conceitos de Espinoza mais controversos e discutidos.[6]

[editar] A influência

Spinoza ficou considerado como maldito por muitos anos após sua morte. Quem recuperou sua reputação foi o crítico Lessing em seus diálogos com Jacobi em 1784. Na sequência, o filósofo foi citado, elogiado e inspirou pessoas como os teólogos liberais Herder e Schleiermacher, o poeta católico Novalis, o grande Goethe;

Da combinação da epistemologia de Kant saíram os “panteísmos” de Fichte, Schelling e de Hegel. Influenciou os conceitos de Schopenhauer, Nietzsche e Bergson em seus “vontade de vencer”, “vontade de poder” e “élan vital”, respectivamente. Inspirou o pensador inglês Coleridge, ainda os conterrâneos, poeta Wordsworth e também Shelley.

Referências

  1. A forma Espinosa também é utilizada.
  2. Baruch Espinoza no Find a Grave.
  3. Gilles Deleuze, Espinoza, Filosofia Prática
  4. Tratado Político
  5. Ética
  6. Espinosa e Outros Hereges. de Yirmiyhu Yovel

[editar] Bibliografia

[editar] Sobre Espinoza

  • Gabriel Albiac, 1987. La sinagoga vacía: un estudio de las fuentes marranas del espinosismo. Madrid: Hiperión D.L. ISBN 84-7517-214-8
  • Étienne Balibar, 1985. Spinoza et la politique (“Spinoza and politics”) Paris: PUF.
  • Boucher, Wayne I., 1999. Spinoza in English: A Bibliography from the Seventeenth Century to the Present. 2nd edn. Thoemmes Press.
  • Boucher, Wayne I., ed., 1999. Spinoza: Eighteenth and Nineteenth-Century Discussions. 6 vols. Thommes Press.
  • Damásio, António 2003. Looking for Spinoza: Joy, Sorrow, and the Feeling Brain, Harvest Books,ISBN 978-0-15-602871-4
  • Gilles Deleuze, 1968. Spinoza et le problème de l’expression. Trans. “Expressionism in Philosophy: Spinoza”.
  • ———, 1970. Spinoza – Philosophie pratique. Transl. “Spinoza: Practical Philosophy“.
  • Della Rocca, Michael. 1996. Representation and the Mind-Body Problem in Spinoza. Oxford University Press. ISBN 0-19-509562-6
  • Will Durant. 1955 História da Filosofia – 10a Edição
  • Garrett, Don, ed., 1995. The Cambridge Companion to Spinoza. Cambridge Uni. Press.
  • Gatens, Moira, and Lloyd, Genevieve, 1999. Collective imaginings: Spinoza, past and present. Routledge. ISBN 0-415-16570-9, ISBN 0-415-16571-7
  • Gullan-Whur, Margaret, 1998. Within Reason: A Life of Spinoza. Jonathan Cape. ISBN 0-224-05046-X
  • Hampshire, Stuart 1951. Spinoza and Spinozism, OUP, 2005 ISBN 978-0-19-927954-8
  • Lloyd, Genevieve, 1996. Spinoza and the Ethics. Routledge. ISBN 0-415-10781-4, ISBN 0-415-10782-2
  • Kasher, Asa, and Shlomo Biderman. “Why Was Baruch de Spinoza Excommunicated?”
  • Arthur O. Lovejoy, 1936. “Plenitude and Sufficient Reason in Leibniz and Spinoza” in his The Great Chain of Being. Harvard University Press: 144-82 (ISBN 0-674-36153-9). Reprinted in Frankfurt, H. G., ed., 1972. Leibniz: A Collection of Critical Essays. Anchor Books.
  • Pierre Macherey, 1977. Hegel ou Spinoza, Maspéro (2nd ed. La Découverte, 2004).
  • ———, 1994-98. Introduction à l’Ethique de Spinoza. Paris: PUF.
  • Matheron, Alexandre, 1969. Individu et communauté chez Spinoza, Paris: Minuit.
  • Nadler, Steven, 1999. Spinoza: A Life. Cambridge Uni. Press. ISBN 0-521-55210-9
  • Antonio Negri, 1991. The Savage Anomaly: The Power of Spinoza’s Metaphysics and Politics.
  • ———, 2004. Subversive Spinoza: (Un)Contemporary Variations).
  • Michael Hardt, trans., University of Minnesota Press. Preface, in French, by Gilles Deleuze, available here.
  • Pierre-Francois Moreau, 2003, Spinoza et le spinozisme, PUF (Presses Universitaires de France)
  • Goce Smilevski: Conversation with SPINOZA. Chicago: Northwestern University Press, 2006.
  • Stoltze, Ted and Warren Montag (eds.), The New Spinoza Minneapolis: University of Minnesota Press, 1997.
  • Yovel, Yirmiyahu, “Spinoza and Other Heretics”, Princeton, Princeton University Press, 1989.
  • Marilena Chaui, “Espinoza, uma filosofia da liberdade”, São Paulo, Moderna, 1995.
  • Marilena Chaui, “A Nervura do real. Imanência e liberdade em Espinoza”, São Paulo, Cia. das Letras, 1999.
  • Marilena Chaui, “Política em Espinoza”, São Paulo, Cia. das Letras, 2003.

[editar] Traduções

Para o português
  • Ética. Tradução de Tomaz Tadeu. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
  • Victor Civita. Editor. Os Pensadores: Espinoza. São Paulo: Abril Cultural, 1983, 3a edição.
Inclui as seguintes obras: Pensamentos Metafísicos, Tratado da Correção do Intelecto, Ética, Tratado Político, Correspondência. Inclui também “Espinoza: Vida e Obra”, de Marilena de Souza Chauí.
Para o francês
  • Spinoza. Oeuvres III: Éthique. Paris: GF-Flammarion, 1965. Tradução Charles Appuhn.

[editar] Estudos introdutórios

Sobre a filosofia de Spinoza
Sobre a Ética
  • Charles Appuhn. “Notice sur l’Éthique”. Em: Spinoza, Oeuvres III: Éthique. Paris: GF-Flammarion, 1965.

[editar] Tópicos spinozanos

Subjetividade, intersubjetividade e individualidade
  • Martial Gueroult. 1974. Spinoza II: L’Âme. Millau: Aubier, 2001.
  • Alexandre Matheron. 1969. Individu et Communauté chez Spinoza. Paris: Les Editions de Minuit, 1988, V+647 páginas.
Nova edição da obra original à qual foi acrescida uma advertência na qual o autor diz que nada modifica no texto e remete aos seus outros trabalhos para maiores desenvolvimentos dos estudos spinozanos presentes no livro.
Liberdade
  • Robert Sleigh Jr., Vere Chappell e Michael Della Rocca. “Determinism and human freedom.” Em Daniel Garber e Michael Ayers, editores, The Cambridge history of seventeenth-century philosophy, volume II, capítulo 33. Cambridge, New York e Melbourne: Cambridge University Press, 1998.
O trecho sobre liberdade em Spinosa vai da página 1226 à página 1236.
Sabedoria
  • Alexandre Matheron. 1971. Le Christ et le Salut des Ignorants chez Spinoza. Aubier-Montaigne.

Sobre heloisalesniak

Iniciou os estudo de piano erudito aos 10 anos, estudando com vários professores, tendo se formado no Conservatório Musical Heitor Villa Lobos como professora de piano..... Em 1983 iniciou os estudos de Artesanato e Pintura Artística, participando de Cursos de ARtes Aplicadas, realizado pela Acrilex Tintas Especiais .... No ano 1985 participou dos Programas Especiais de Atendimento à População Carente, tendo se filiado ao Projeto Rondon..... Desde o ano 1998, estuda virtuose em piano erudito com o mestre Homero Capatti..... Formada em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas em 1988, atuou 10 anos na Área de Marketing em grandes empresas em São Paulo, concentrando a experiência em Moda Feminina e Editoras..... Participou de vários Seminários de Marketing e Propaganda promovidos pela Fundação Getúlio Vargas, SP, cursos extra curriculares..... Iniciou os estudo de Tarô em 1998, pela Cia das Ervas, empresa em que foi Sócia - Administradora.... Atuante na área Holística desde o ano 1998, participou de Feira Mística no Multishop, na Vila Mariana, em São Paulo...... Iniciou os estudos sobre radiestesia em 1998 no Instituto Ramatis..... Desde este ano realiza trabalhos de Harmonização de Ambientes em residências e empresas, detectando áreas nocivas nos ambientes e curando-as através da radiestesia e Feng Shui..... Batizada na Umbanda em 1998, pelo Superior Órgão de Umbanda do Estado de SP, participou desta religião por mais de 10 anos...... Participou da elaboração de Sites Esotéricos como Consultora para assuntos Místicos, desde o ano de 1999...... Em 1999 inicia os estudos sobre Tratamentos com Ervas, no Colégio Kosmos, e aprende a Fabricar Cosméticos, pela USP/SEBRAE..... Em 1999 iniciou os estudos com Baralho Cigano.... Trabalhou como atendente de Oráculos no III Milênio, nos anos de 1999 e 2000, aprimorando o atendimento à distância para assuntos espirituais e esotéricos..... Em 2000 iniciou os estudos de Astrologia Holística, na Insight Clínica e Escola.... Em 2000 participou da Primavera Mágica no Shopping Jabaquara, com atendimento de Baralho Cigano e Tarô...... Em Maio de 2000, participou da Alpha Feira de Cultura Holística no Vão Livre do Carrefour em Osasco, com atendimentos de Tarô e Terapias Alternativas..... Participou em vários eventos mensais, Feira de Cultura Holística, no Espaço Alpha em Osasco, com atendimentos de Tarô..... Neste mesmo ano de 2000 inicia os estudos de Dança Cigana, realizando apresentações em vários locais, festas e feiras ciganas, com o Grupo Estrelas Gitanas..... No ano 2000 adquiriu o grau de Agente de Saúde em Terapias Naturais pela Social Democracia Sindical..... Em 2001 iniciou o aprendizado sobre Montagem de Ikebana e Oficinas de Artesanato, através do Sebrae - SP.... Criadora do Jornal Sutil News, em 2001, distribuído em Espaços Místicos em São Paulo, com informações sobre o mundo esotérico. O jornal funcionou até o ano 2003..... Em 2001 iniciou com estudos com o Jogo de Búzios, através do Instituto Rayo Dourado, em SP...... Em Julho de 2001 inaugurou a Sutil Exoteric, loja especializada em Produtos Esotéricos, com várias atividades na área holística...... Em maio de 2001 participou de Feira Mística Mundo Mix em Casarão na Av. Paulista, em São Paulo..... Em junho de 2001 realizou palestra sobre Harmonização de Ambientes e Energias Vibracionais, na Associação de Ex-Alunos da Fundação Getúlio Vargas EAESP- SP...... Neste mesmo ano participou como atentende de Oráculos no Espaço Encanto Cigano...... Em 2001 iniciou os estudos de Magia com Rubens Saraceni, tenho adquirido 15 graus de iniciação como Maga...... Iniciou as atividades como escritora com o livro "A Roda da Fortuna - O Dono de Nosso Destino", 205 pág., livro inédito e registrado na Biblioteca Nacional em 2002..... Iniciou os estudo de reiki em 2001, com Sumiko Munekata, tendo se formado mestre em Reiki, Sistema Usui e Karuna Cirúrgico em 2006...... Em 2001 inicia também os estudo de Massagem Ayurvédica, Eneagrama, e Aprofundamento em Tarô com a mestra Marise Atmo Salonee..... De 2000 a 2003 participou em vários programas Espaço Esotérico, com a apresentadora Marlene Deon, na Radio Capital. O programa era ao vivo, com respostas aos ouvintes, através da Leitura de Tarô..... Em 2002 iniciou os estudos na Ordem Rosa Cruz, AMORC, em São Paulo..... No ano de 2003, participou em atendimentos em Alto Paraíso de Goiás, com consultas de Tarô....... Em 2003 formou-se como Sacerdotisa de Umbanda, pelo Colégio de Umbanda Sagrada, com Rubens Saraceni..... No ano de 2004, participou da I Feira Mística do Grupo Yonuaruê, como atendente de Oráculos e Apresentação de Dança Cigana, em São Paulo..... Iniciou os estudos de Astrologia em 2004, pela Escola Regulus, em São Paulo, tendo iniciado os atendimentos com Mapa Astral a partir de 2006...... De 2004 a 2006 participou de atendimentos com Oráculos e Massagem Ayurvédica na Floramater Instituto Holístico de Ayurveda e Naturopatia, em São Paulo...... Em 2005 iniciou os estudos iniciáticos na Fundação Harmonia de Artes e Conhecimentos Transcendentais, em São Thomé das Letras, MG, entrando em contato com técnicas para expansão da consciência, através de cursos de Alquimia e práticas de Meditação..... Participou do 2o. Encontro de Dança Andaluz em Julho de 2005, com atendimento de Oráculos, em São Paulo...... Em 2005 iniciou os estudo de Dança do Ventre...... Neste mesmo ano realizou ritual de Bori, no Grupo Yonuaruê, em São Paulo..... Participou de apresentação de Dança do Ventre no Chá das 1001 Noites, na Escola Holística Vera Cruz, em São Paulo, em Julho de 2005....... Realizou Workshops e Palestras sobre esoterismo no Delphos Espaço Holístico, em Itu, SP, no ano de 2005...... Desde o ano 2005, participante de desfiles de carnaval na Ala Bate Cabeça, na Escola de Samba Barroca Zona Sul, em SP...... Neste mesmo ano iniciou a realização de Cursos de Tarô e Baralho Cigano em vários espaços em São Paulo...... Participante de eventos de treinamento para grandes empresas "Despertando o Guerreiro Interior", totalizando a participação em 42 eventos para grandes empresas em vários locais do Brasil, e realização de atendimentos com Massagem Ayurvédica e Tarô na Academia do Centro ao Movimento, em São Paulo, de 2006 a 2011..... Iniciou-se como Kamikumite pela Mahi - Kari do Brasil, passando a administrar a Imposição de Mãos a partir desta data...... Em 2006 inicia os estudo místicos na Tradicional Ordem Martinista - TOM..... Em Abril de 2006 participou da Festa da Virada, como Dançarina de Dança do Ventre, em São Paulo..... Em 2009 iniciou o treinamento em Kendô, iniciando os estudo do Budô Kyoiku, o Caminho do Guerreiro Samurai, com Ricardo Kanashiro sensei...... Participou do 21o. Gashuko - evento de Aikido, Kendo e Iaido Kenjutso em Itapecerica da Serra, em SP, em Outubro de 2009...... Em Janeiro de 2010 iniciou o treinamento em Aikido...... Em Fevereiro de 2010 iniciou o treinamento em Defesa Pessoal..... Em 2010 iniciou os trabalho de Produção de Eventos e Empresariado de Músicos e Artistas em São Paulo - SP, com o músico Madan..... Em Maio de 2010 participou do Seminário de Iaido ENSO IAI, realizado por Shinto Ryu Shinken Bujutsu Tsukimoto Ha, aprendendo técnicas para o uso da espada Kataná, com Adriano Pereira Sensei......A partir de Julho de 2010 intensifica os trabalhos de Harmonização de Ambientes e Feng Shui, realizando vários trabalhos nesta área. ... Neste mesmo período integra o uso de óleos vegetais da Amazônia com a Massagem Ayurvédica, obtendo ótimos resultados em termos de cura e bem estar das pessoas. ... Em 2010 iniciou os trabalhos de Produção de eventos e Empresariado de Músicos e Artistas em São Paulo, com o músico Madan, participando de vários Shows tais como Psiu Poético em Montes Claros, MG, Shows no SESC Ipiranga, SP, Show no SESC São Caetano, SP, Show com Madan e Ademir Assunção no Espaço Cultural Banco do Brasil , São Paulo, SP, Show na Funarte de Belo Horizonte, MG, todos em 2010.... No início de 2011 lançou o projeto Novaecovilla, em que está reunindo recursos e pessoas para implantar um local de moradia e vida sustentável, projeto este em fase de planejamento.... Em 2011 mudou-se para a cidade mística de São Thomé das Letras, MG, a fim de se dedicar melhor aos estudos místicos e retiros espirituais, e às atividades de Produção e Empresariado de Eventos e também início da implantação da Ecovila.... Em Juho de 2011 iniciou os treinamentos de Bujutsu, estilo Bujinkan, com Vinícius Júdice sensei, até 2011.... Em 2011 participou com o Músico Madan no Festival da Canção de Cruzília, MG, e no Festival de Música de São Thomé das Letras, MG.... Em 01/01/2012 realizou a Produção executiva do 1o. Mostra de Música de São Thomé das Letras, MG, contando com a participação de músicos locais, .... em 2012 participou de cursos no CRAS em São Thomé das Letras, com cursos de Bijouterias e Costura Industrial, .... em 2012 também participou como dancarina de Dança do Ventre no 1o. Encontro de Danças Orientais de São Thomé das Letras, MG, .... neste mesmo ano inicia o treinamento de Iaido Bujutsu Tsukimoto Ha, com Rogério Saporito sensei, no Clã de Artes Marciais, em SP.....
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