A Psicologia dos Sonhos – Osho

Você pode explicar o que quer dizer por sonhos?
 
Nós temos sete corpos: 1) o físico, 2) o etérico, 3) o astral, 4) o mental, 5) o espiritual, 6) o cósmico e 7) o nirvânico. Cada corpo tem o seu próprio tipo de sonho. O corpo físico é conhecido na psicologia ocidental como o consciente, o corpo etérico como o inconsciente e o corpo astral como o inconsciente coletivo.
 
O corpo físico cria os seus próprios sonhos. Se o seu estômago está mal, um tipo particular de sonho é criado. Se você está doente, febril, o corpo físico cria o seu próprio tipo de sonho. Uma coisa é certa: o sonho é criado a partir de algum desconforto.
 
O desconforto físico, a dificuldade física (dis-ease), cria seu próprio domínio de sonhos, portanto um sonho físico pode até mesmo ser estimulado de fora. Você está dormindo. Se um  pano úmido for colocado em suas pernas, você começará a sonhar. Você poderá sonhar que está atravessando um rio. Se um travesseeiro for colocado em seu peito, você começará a sonhar. Você poderá sonhar que alguém está sentado em você, ou que caiu uma pedra em voc6e. Estes são sonhos que chegam através do corpo físico.
 
O corpo etérico (o segundo corpo) sonha à sua própria maneira. Estes sonhos etéricos têm criado muita confusão na psicologia ocidental. Freud confundiu os sonhos etéricos com os sonhos causados pelos desejos reprimidos.   sonhos que são causados pelos desejos reprimidos, mas estes sonhos pertencem ao primeiro corpo, o físico. Se você reprimiu os desejos físicos – se você jejuou, por exemplo – então há toda a possibilidade de que você sonhará com o café da manhã. Ou, se você reprimiu o sexo, então há toda a possibilidade de que você terá fantasias sexuais. Mas estes sonhos pertencem ao primeiro corpo. O corpo etérico não é abordado pela investigação psicológica, assim seus sonhos são interpretados como pertencentes ao primeiro corpo, o físico. Então, muita confusão é criada.
 
O corpo etérico pode viajar nos sonhos. Há toda a possibbilidade de ele sair do seu corpo. Quando você se lembrar, será lembbrado como um sonho, mas não é um sonho no mesmo sentido como os  sonhos do corpo físico. O corpo etérico pode sair de você quando você está dormindo. O seu corpo físico estará ali, mas o seu corpo etérico poderá sair e viajar no espaço. Não há espaço limitando-o; não há a questão da distância para ele. Aqueles que não entendem isto, que não reconhecem a existência do corpo etérico, podem interpretar isto como o comínio do inconsciente. (…) Se você se torna consciente do seu próprio corpo etérico, o sonho relacionado a este domínio torna-se consciente.
 
(…) O mantra é um dos métodos para criar visões etéricas, sonhos etéricos. Um mantra particular ou um nada (uma palavra sem qualquer significado) pode driar sonhos etéricos. Há tantos métodos. O som é um deles. Os sufis tem usado perfume para criar visões etéricas. (…) Um perfume particular pode criar um sonho particular.  As cores também podem ajudar. (…)
 
Assim, quando alguém se aprofunda na meditação e vê cores, e experimenta perfumes e sons e música absolutamente desconhecidos, estes também são sonhos, sonhos do corpo etérico. As assim chamadas visões espirituais pertencem ao corpo etérico; são sonhos etéricos. Os gurus que aparecem diante dos seus discípulos, nada mais são dos que viagem etérica, sonho etérico. (…)
 
Há também sonhos astrais. No sonho astral você entra nos seus nascimentos anteriores. Essa é a sua terceira dimensão do sonhar. Às vezes num sonho comum, parte do etérico ou parte do astral podem estar ali. Então o sonho se torna uma desordem, uma confusão. Você não pode entendê-lo. Porque os seus sete corpos estão em existência simultaneamente, algo de um domínio pode passar de outro, pode penetrá-lo. Às vezes, pois, mesmo nos sonhos ordinários, há fragmentos do etérico ou do astral.
 
No primeiro corpo, o físico, você não pode viajar nem no tempo nem no espaço. Você está confinado ao seu estado físico e ao tempo particular que é – digamos dez horas da noite. O seu corpo físico pode sonhar neste espaço e tempo particulares, mas não além deles. No corpo etérico você pode viajar no espaço, mas não no tempo.  (…) No domínio astral, no terceiro corpo, você pode viajar não apenas no espaço, mas também no tempo. O corpo astral pode atravessar a barreira do tempo – mas somente em direção ao passado, não em direção ao futuro. A mente astral pode entrar em toda a infinita série do passado, da ameba ao homem.
 
Na psicologia junguiana, a mente astral tem sido chamada de inconsciente coletivo. É a sua história individual de nascimentos. (…)
 
O quarto corpo é o mental. Ele pode viajar ao passado e ao futuro. Numa emergência aguda, às vezes até mesmo uma pessoa comum pode ter um vislumbre do futuro. Se alguém próximo e querido está morrendo, a mensagem pode ser passada a você num sonho comum. Porque você não conece qualquer outra dimensão do sonhar, porque você não conhece as outras possibbilidades, a mensagem penetrará o seu sonho comum.
 
Mas o sonho não será claro, por causa das barreiras que têm de ser ultrapassadas antes que a mensagem possa se tornar uma parte do seu estado domum de sonho. Cada barreira elimina algo, transforma algo. Cada corpo tem sua própria simbologia, assim cada vez que um sonho passa de um corpo para outro, ele é traduzido à simbologia daquele corpo. Então, tudo se torna confuso.
 
Se você sonhar no quarto corpo de uma forma direta – não através de outro corpo, mas através do próprio quarto corpo – então você poderá penetrar no futuro. Mas somente no seu próprio futuro. É ainda individdual; você não poderá penetrar no futuro de outra pessoa. (…)
 
O quinto corpo, o corpo espiritual, atravessa o domínio individual e o domínio do tempo. Agora você está na eternidade. O sonhar não diz respeito a você como tal, mas à consciência do todo. Agora você conhece o inteiro passado de  toda a existência, mas não o futuro.
 
Através deste quinto corpo, todos os mitos da criação tem sido desenvolvidos. São todos o mesmo. Os símbolos diferem, as histórias diferem um pouco, mas sejam eles cristãos ou hindus ou judaicos ou egípcios, os mitos da ciração – como o mundo foi criado, como veio à existência – são todos paralelos; todos eles têm uma subcorrente de similaridade. Por exemplo, histórias similares do grande dilúvio existem em todo o mundo. Não há registro histórico delas, mas ainda, há um reggistro. Esse registro pertence à quinta mente, o corpo espiritual. A quinta mente pode  sonhar a respeito delas.
 
Quanto mais você penetra interiormente, o sonho aproxima-se mais e mais à realidade, mas não é tão real. O etérico é muito mais real, o astral é ainda mais real, o mental aproxima-se do real e finalmente, no quinto corpo, você se torna autenticamente rezlista no seu sonhar. Esta é a maneira de conhecer a realidade. Cchamá-la de sonhar não é adequado. Mas de um certo modo é sonhar, porque o real não está objetivamente presente. Ele tem sua própria objetividade, mas ela surge como uma experiência subjetiva.
 
Duas pessoas que realizam a consciência do quinto corpo podem sonhar simultaneamente, o que não é possível antes disto. (…) Eis como tantas pessoas, sonhando no quinto corpo, chegaram a conhecer os mesmo mitos. Estes mitos foram criados por escolas particulares, tradições particulares trabalhando juntas. (…)
 
Todas as concepções teológicas são criadas pelo quinto corpo. Elas diferem em suas linguagens, suas terminologias, suas conceituações, mas elas são basicamente as mesmas. São sonhos do quinto corpo.
 
Nos exto corpo, o corpo cósmico, você cruza a linha do consciente/inconsciente, da matéria/mente. Você perde todas as distinções. O sexto corpo sonha sobre o cosmo. Você atravessa a linha da consciência e o mundo insonciente também se torna consciente. Agora tudo é vivo e consciente. Mesmo o que chamamos de matéria é agora parte da consciencia.
 
No sexto corpo, os sonhos dos mitos cósmicos tem sido realizados. Você transcendeu o individual, você transcendeu o consciente, você transcendeu tempo e espaço, mas a linguagem ainda é possível. Ela aponta em direção a algo; indica algo. As teorias de brahma, maya, teorias da unicidade, do infinito, todas foram concebidas no sexto tipo do sonhar. Aqueles que tem sonhado na dimensão cósmiica tem sido os criadores dos grandes sistemas, das grandes religiões.
 
Através do sexto tipo de mente, os sonhos são em termos do ser, não em termos do não ser; em termos da existência positiva, não em termos da inexistência. Há ainda um apego à existência e um medo da inexistência. Matéria e mente tornaram-se uma, mas não a existência e a inexistência, não os er e o não ser. Eles ainda estão separados. Esta é a última barreira.
 
O sétimo corpo, o nirvânico, cruza a fronteira do positivo e salta para o nada. Ele tem seus próprios sonhos: sonhos da inexistência, sonhos do nada, sonhos do vácuo. O sim foi deixado para trás e até mesmo o não, não é um não agora: o nada não  é o nada. Ao contrário, o nada é ainda mais infinito. O positivo deve ter fronteiras; não pode ser infinito.  Somente o negativo não tem fronteiras.
 
Assim, o sétimo corpo tem os seus próprios sonhos. Agora não há símbolos, não há formas. Somente o amorfo é. Agora não há som, mas o insonoro; há silêncio absoluto. Estes sonhos de sil6encio são totais, infindáveis. (…)
 
Extraído do livro "Psicologia do Esotérico), de Osho, Editora Ícone, 1990.
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